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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Livra-te de todo o mal


                Hoje o por do sol está divinamente lindo, meus olhos mostram que estou com um alto astral apesar de todas as provas que estou suportando silenciosamente. Poderia estar escrevendo mais um texto de amor, ou um texto reafirmando que não sei nada sobre mim. Poderia estar falando sobre qualquer coisa, mas resolvi abrir meu peito e tentar encontrar uma resposta, tentar achar alguém que me entenda, que me ouça.
Nunca irei entender, mesmo se tivesse milhares de décadas de existência, porque existem pessoas que não suportam te ver feliz.
Se você começa a aprender alguma coisa porque tem paixão por tal coisa (e não porque te obrigaram), SEMPRE tem aquela pessoinha que tenta te colocar para baixo e fazer você sentir-se inferior à ela.
Se a mesma dita-cuja começa a namorar e você nada, logo quer jogar na cara que você é mal-amada e ela, uma gostosa nessa vida.
Se você passa um batom diferente, usa um delineador de uma nova maneira, compra um brinco, ganha um colar, penteia o cabelo essa pessoa sempre dirá que está horrível, mas nela tudo é perfeito.
Se você consegue algo, algo do qual tem esperado sua vida inteira, logo vem encher sua cabeça dizendo que nada disso é correto e que não dará certo
Se você recebe um elogio inesperado de alguém, logo diz que é besteira ou que a pessoa só sabe mentir.
Priva-te de todas as amizades possíveis e impossíveis. É a vítima de todas as estórias que tem pra contar, enquanto você é apenas (e nada mais além) a bruxa má.
Apesar de tudo isso (e muitas outras coisas) você não desiste de amar a pessoa. Você não quer deixá-la, não por necessidade, mas sim porque a ama e a quer bem. É um amor inocente, querido, e que sem que perceba já está preso a ele. Acreditem quando digo que não é tão fácil de conseguir se libertar.
Mas chega uma hora que o engasgo é maior que todo o amor e carinho (e quando algo é maior que o amor, algo está completamente errado). Chega uma hora em que toda a dor, todo o choro que escondia em teu peito explode. Cansa. Cansa deixar de sorrir pra deixar o outro bem e ele não fazer nada em troca. Machuca pra caramba isso tudo.
Mas, ainda bem, há Quem nos dá forças pelo caminho e assim que vê que não suportamos mais a dor, permite que nos desprendamos de pessoas, sentimentos, lugares e tudo aquilo que não nos quer bem. Ainda bem que coisas novas entram nos nossos caminhos, que novas pessoas invadam nossos corações, que novos dias surjam pela frente e tragam alegrias que esperamos e precisamos.
Talvez, para evitar que pedras tornem a permanecer no meio da estrada para fazer com que eu tropece, eu tenha que botar mais fé na minha oração “Livrai-me de todo o mal. Amém!”.
                
Desculpem a ausência (ok, ninguém sentiu minha falta mas sou educada). Ando meio ocupada, graças à escola e toda a cobrança exigida quando você e seus coleguinhas estão no último ano do colégio (um beijo pra quem está tendo a mesma experiência), fora que ENEM já está aí, em novembro faço meu primeiro vestibular (pra valer) e minha vida pessoal está AAAAAAAAAARGH! Espero que também me desculpem por esse texto meio mal-feito, mas precisava (e muito!) desabafar. 
Preparei 3 textos novos que postarei ainda essa semana (não todos de uma vez, claro).
Obrigada quem tem comentado, seguido e "ouvido" meus segredos.
Um enorme beijo :*

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

(Não tão) Querida saudade


        Esses dias me peguei sonhando com você. Foi um sonho bom, sonhei com seu abraço, sua risada, seu modo de falar. Fiquei feliz, imensamente feliz, até que senti meu rosto molhado e uma dor insuportável no meu peito. Dói. A falta de seu abraço dói, a falta da sua risada dói, a falta que você me faz dói. Conversávamos coisas tão banais por horas, até as discussões eram engraçadas. Mas adivinha? Nem elas nos restam mais. Tudo o que hoje me resta são as memórias de seus traços que horas se apagam, horas me aparecem claramente. 
         Já  me disseram que o passado deve ficar no passado. Concordo, claro que concordo. Mas o que eu faço se a saudade, vira e mexe, vem bater na porta da minha vida e já abre escancaradamente sem ao menos pedir para entrar? E ela vem com toda a força, com toda a dor, todo o riso. Não me deixa nem ao menos ouvir minhas músicas favoritas sem lembrar de tudo o que vivi.
         A gente não pode julgar o que se passa dentro dos outros (como disse meu, nosso, tão querido Caio). E eu não julgo, não posso nem pensar em fazê-lo. Mas às vezes quero, com todas as forças e lembranças que ainda me restam, que tudo volte a ser como era, que você volte a ser como eu me lembro, que você volte aqui e juntos possamos ir pra lá.
         Eu te amo, continuo te amando. Você é meu amigo, meu amor, meu querido. E isso, todo o amor e carinho que guardo, continua sendo seu. Só seu. Talvez pra sempre.

Já faz algum tempo que guardo esse desabafo em meus rascunhos, mas resolvi postá-lo porque... não sei ao certo. Talvez eu queira que alguém me entenda, e que eu possa me entender também.  Escrevi ele num dia muito triste (muito mesmo) , com o coração carregado de melancolia e saudades. 
Já me recuperei.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

At the bottom of the ocean




Tudo estava voltando a ser normal. Julie estava redescobrindo a felicidade que havia esquecido. Steve era um cara incrível, sempre a fazia rir do que fosse. Com o que ela poderia se preocupar? Com apenas um motivo: seu passado. Por incrível que pareça, toda aquela felicidade despertou lembranças enterradas em seu coração. Um dia, depois de passar algumas horas com Sophie e seu irmão mais velho, ela foi pra sua amada casa e começou a ler coisas que todos os dias lia. De uma maneira sabe-se lá como, ela conseguiu sentir algo se mexendo no coração. Era um doce menino, um pouco mais velho que Steve, e muito mais lindo. Era um amor meio "pré-adolescente" que não deu muito certo (sabe como que é, muitas fofocas, muito "ai, acho que não gosta de mim" e muitos problemas). Mas ele estava adormecido em seu coração - pode ser até por isso que houve uma época em que ela se tornou fria e calculista, sem querer saber do amor. Quando se deu conta, uma lágrima estava escorrendo por seu rosto, seguida por outras dez que por sua vez vinham antes de uma tempestade de lágrimas. Ela queria gritar por socorro, mas quem poderia ouví-la? Sophie. A única pessoa que Julie conseguiria conversar. Às vezes era bom ter uma melhor amiga.

sábado, 24 de julho de 2010

Chuva, café e um sobretudo preto.


Era um dia chuvoso e frio naquela cidade. Um dia perfeito para ficar em casa... ou não. Julie vestiu seu jeans skinny velhinho, uma sapatilha que nunca saía de seus pés, uma camisa que ainda estava com o perfume dele, e um sobretudo preto. Sem rumo ou esperança de encontrar algum rosto conhecido, saiu pelas ruas debaixo do guarda-chuva xadrez. Seguindo por uma rua muito movimentada (mas não naquele dia) daquela cidade quase desconhecida do interior, avistou uma cafeteria inaugurada no começo do mês de junho. "Por que não?". Ela entrou naquele lugar e foi direto ao balcão, sem olhar pros lados como se procurasse alguma coisa. Uma moça simpática (simpática até demais pro gosto de Julie, mas que em breve se tornaria sua amiga) atendeu sua mais nova cliente e entregou o pedido. Capuccino médio, um prato de cookies e uma mesa só pra ela. Ela precisava disso, um momento só pra ela, sem distrações. Longe de pessoas insignificantes, longe de um mundo corrupto e cheio de hipócritas. Era ótimo como ela se sentia. Levantou-se, pagou a balconista e, com um grande sorriso (o que era uma raridade), agradeceu e prometeu voltar lá todos os finais de semana. Para muitos, seria mais uma monotonia de sua vida. Para ela, cada dia naquela cafeteria era diferente. Era o lugar onde poderia se esconder quando quisesse fugir de seus problemas. Ela passou a amar aquele lugar. Aquele lugar passou a amá-la.

terça-feira, 20 de julho de 2010

You are not alone


 Tudo começa de uma maneira que nem esperávamos. Muitas das vezes nem lembramos como começou. Mas, não importa o horário, o dia e o ano, o que importa é saber que temos alguém ao nosso lado. Alguém que, mesmo com todos os defeitos do mundo, te faz feliz. Está ao seu lado mesmo que vocês estejam morando em continentes distantes. Precisa de ajuda, mas também tem a capacidade de estender a mão quando você cai. Ninguém tem a fórmula certa para a vida, temos que aceitar o que vem e quem está nela e devemos estar dispostos a mudar de direção quando algo não está valendo a pena. Mas quando não temos mais certeza de nada, basta olharmos para o lado e ver que temos amigos de verdade conosco. A todos os meus amigos, amo vocês.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

I don't wanna just a memory in my life

Saber que tudo na sua vida está prestes a mudar e ter que deixar tudo, todas as pessoas que você conviveu sua vida inteira é deprimente, é doloroso, irritante. Pessoas que você demorou pra conhecer, mas que você ama com um amor eterno e insubstituível. Pessoas que você prometeu pra si mesma que estaria ao lado, nunca abandonaria em nenhuma situação. Pessoas que você tem medo de perder, e principalmente decepcionar. Mudanças são dolorosas. Quem foi que disse que mudanças são necessárias, certamente não tinha a quem amar. Pode ser que eu até esteja sendo a little bit selfish. Mas, poxa, dá pra alguém me respeitar? Não estou pronta pra deixar meus amigos aqui, minha família que eu tanto amo, até as pessoas mais CHATAS/FALSAS/ENCREQUEIRAS/INSUPORTÁVEIS eu não quero deixar. Não estou pronta. Não quero. Não fui criada com mudanças, não fui feita pra certas mudanças. Elas me estressam, me cansam, não me fazem bem. Nem um pouco. Espero que essa mudança não seja feita, preciso que ela não seja realizada.