segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

New message


 Outra noite tive um pesadelo muito estranho: nós não estávamos juntos. Sonhei que, por um motivo oculto, não nos falávamos mais. Você sumiu de minha vida, eu gritava por você mas ninguém me ouvia. Meu mundo, de repende, desabou. Nada mais estava dando certo. Passei a sentir um vazio dentro de mim, ria sem vontade, conversava sem palavras, chorava sem lágrimas. Já não aguentava mais o barulho de meu travesseiro abafando meus gritos noturnos. Lembra daquele filme que o mocinho vai embora e a mocinha se arrisca só para vê-lo? Comecei a pensar nas possibilidades que eu tinha de fazer isso, só para te ter mais perto. O seu sorriso foi indo embora de minha mente. Ouve-se um grito abafado. Não conseguia mais sentir o seu perfume, nem mesmo seu abraço. Ouve-se mais um grito, dessa vez mais longo. Tentava gritar o seu nome, mas simplesmente não lembrava qual era. Era como se eu estivesse com saudades de algo que nunca existiu. Como se você nunca tivesse existido. Como se você nunca tivesse... Como se você nunca... Como se você... Como se... Como...
 Uma luz estava brilhando na exata direção de meus olhos logo pela manhã. Ring, ring, ring...Chamada recebida... Era o seu número. Era o seu nome. Atendi correndo, querendo ter certeza de que você existia. Ouvi sua voz. Meu coração pulava de alegria. Meus olhos acharam as lágrimas e começaram a distribuí-las por todo meu rosto. Era você. Realmente, era você. Aquilo tudo era apenas um sonho. Ou melhor, um pesadelo. O pior de todos que tive até hoje. Mas a minha realidade... É a melhor que eu poderia ter!
 Te amo muito!

E-mail escrito por Julie durante sua viagem à europa. Ela sente muita falta de Steve. Mas ambos sabem que, em breve, ela estará de volta. Enquanto isso, vocês poderão rever as histórias de Julie clicando aqui.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carroussel du coeur


 Virada do ano: pensei em mim mesma. Falava para mim mesma que esse seria o MEU ano, que eu iria me preocupar COMIGO e pensar em MIM. Foi essa minha promessa pra 2011. Na madrugada do dia 01 de janeiro, exatamente no momento em que me deitei na cama, sua imagem veio parar na minha cabeça. Logo nas primeiras horas do ano, eu estava chorando por você. Eu juro que tinha me recuperado de você. Eu juro que meu amor por você virou um amor de amigos distantes, ou apenas conhecidos. E depois de muito tempo, sonhei com você. Como éramos felizes no meu sonho! O que me deixou triste foi saber que era pra gente estar assim agora. Me lembro da última vez que te vi. Você estava lindo. Cara, como eu ainda me lembro de seus traços, do brilho dos seus olhos, dos seus dentes quando sorri! De como seu cabelo fica bagunçado sem esforço, da sua barba por fazer! Do jeito que você baixava os olhos para olhar nos meus, do jeito que você engrossava a voz pra me fazer rir! Meu, como me irrita lembrar tão perfeitamente de você! Essa semana, eu quase não abri o meu msn, eu quase não abri sua janela, eu quase não saí sem te falar ao menos um oi, eu quase não lembrei de você todos esses dias. Mas o quase não me deixou. E eu estou aqui escrevendo sobre você. Sobre mim. Sobre nós. De novo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um tchau pra 2010


 Chorei por coisas que nunca aconteceram e nunca iriam acontecer, não viajei, quase perdi minha melhor amiga, senti um vazio sem fim dentro de mim. Aconteceram tantas coisas, e mesmo assim parece que não aconteceu nada. Por mais que eu tenha passado por diversas situações delicadas, sobrevivi a todas elas. O ano está terminando e eu estou aqui: VI-VA. Forte. Mais adulta. Preparada para me despedir desse 2010 com um grande sorriso estampado em minha boca e tendo a certeza de que o próximo ano será diferente, que mesmo que haja lágrimas a alegria irá aparecer em meu caminho. Sabe, vou parar de ficar me lamentando e seguir em frente. Ir a luta mesmo. Sair um pouco mais de casa e olhar mais para o céu. Não só desejar um ano diferente, mas fazer com que seja diferente. Fazer mais coisas acontecer, e se não acontecer me contentar do mesmo jeito. Esquecer um pouco de paixões e dar valor ao meu amor-maior. Me preparar para despedidas, para novas escolhas. Contar até 1000 quando for preciso e lembrar que sou muito linda para ficar com rugas causadas por estresse. Acreditar mais em mim mesma... Quer saber? 2011 vai ser diferente. Porque 2010 me fez ficar diferente. Não guardo mágoa do coitado, só agradeço por ele ter feito tudo o que fez comigo.
  Um ótimo 2011 para todos, e ao invés de reclamarem que nada acontece, PROCURE ALGO E FAÇA ACONTECER! Um novo corte de cabelo, nem que seja cortar só as pontas, já é fazer algo acontecer. Cresça, mas não deixe sua inocência e sua doçura de lado. Be happy!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Let it shine


 Já me importei (e muito) com a opinião das pessoas, fazia aquele estilo de "tô nem aí, sou descolada" mas tinha necessidade de agradar os outros. Pois isso, graças a Deus, mudou. Cresci e me tornei quem sou hoje em dia. Sei que num futuro eu vou mudar de novo, vou amadurecer. Enquanto isso, pego meu café, folheio o jornal e procuro algo que me chame a atenção. Faço birra quando alguém não fala comigo e fico carente porque minha melhor amiga não retorna minhas mensagens. Procuro informações sobre milhares de faculdades e tento achar algum emprego perto de casa.
 Ouço a todo instante reclamações sobre mim. Tento mudar porque até eu fico enjoadinha de tantos defeitos. Mas... Quer saber de uma coisa? Eu vou é ser feliz. Ligar o botão "I DON'T CARE" e sair saltitando aí pelos campos verdes ou pelas ruas cinzentas. Soltar gargalhadas e que os outros olhem assustados. Eu quero é ser feliz, esqueceu? Não? Que bom. Quer me acompanhar? Não há lotação e nem precisa de passaporte, passagem ou preparar as malas para embarcar na aventura da felicidade. É só abrir seu coração e deixar o brilho do sol entrar.

sábado, 20 de novembro de 2010

Deixe-me, venha, não se vá


 A gente fica assim: você segue seu caminho, eu sigo o meu. Por hora, deixe-me aqui. Vá viajar, vá trabalhar, mas vá. E me deixe aqui. Procure-me um pouco mais, me espere mais um pouco e não entre em contato. Pelo menos por enquanto. Estou tentando me recuperar da última queda. Bem, não custa tentar. Mas me deixe aqui tentando. Sozinha. Sabe, não gosto muito dessa palavra. "Sozinha". Eu não estou sozinha. Nem você. Um dia ainda vamos nos encontrar, né? A gente vai se conhecer uma hora, ah! se a gente vai. Mas daí você me promete que não vai mais me deixar? Nem eu saio da sua vida, nem você foge da minha. Pode ser assim? Porque estou cansada, exausta, de caminhar por aí sem companhia, sem alguém para conversar, trocar risos. Venha, mas venha na hora certa. Vai ser num dia, ou numa noite (não me importa, contanto que chegue).

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Meu amargo novembro


 Chego em casa, tiro aquele tênis surrado e imundo e todo o meu uniforme. Coloco algo mais confortável, menos meu pijama preferido e meu par de pantufas. Ligo o netbook, vejo as novidades e... não, ninguém lembrou-se de mim. Tudo bem. Ninguém no msn. Como eu queria poder falar com alguém que sinto falta (mas orgulho besta não deixa). Deito-me na cama e começo a pensar na vida e converso com personagens imaginários (ser filha única não fez bem a minha saúde mental). Cadê a minha camiseta preta que deixei separada? Vou sair andar pela cidade e conhecer a nova loja de calçados que foi inaugurada há alguns meses. Quem sabe numa rua qualquer eu não encontre alguém para ir tomar um sorvete? Tenho que pagar a taxa de insrição da prova. Fila do banco tá muito comprida, volto amanhã. Tô precisando de um novo corte de cabelo, uma nova cor nas unhas, um novo vestido floral. E se não for pedir muito, um novo amor também. Não precisa ser desses de cinema, já me contento com um sincero e duradouro. Tudo bem, eu espero mais um pouco, não precisa ser tão já. Agora, deixa eu ir fofocar com a minha amiga e dar risada. Por favor, deixa-me ser feliz. Não muito, mas também não pouco: quero felicidade na medida certa. Ai, cansei. Posso voltar pra casa agora? Tenho que ajudar minha mãe a fazer a janta, depois que lavar a louça vou assistir novela. Já são 23:00? Okay, boa noite. Aula amanhã... não, não estou afim. Tenho que ir, é semana de provas finais. To enjoada de ver as mesmas pessoas lá do colégio. Gosto da minha voz quando dou "bom dia", ela fica rouca. Como o sinal é insuportável. Trabalho pra amanhã? Ah!, brincou, né profe? Tô exausta! Falta muito pra chegar dezembro?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Rascunho de uma futura pessoa


 Sou feita de lembranças daquilo que nunca existiu, de choros pelo que nunca se tornaria real. Sou feita de cicatrizes que eu mesma fiz quando achei que ia dar certo.
 Já fui daquelas que tem o barulho de seu choro como canção de ninar. Hoje, me sobrou a indiferença. Não é que eu não sinta, não é que não me importe. É só que eu aprendi a ser forte. Cometo meus deslizes, algumas vezes. Tenho recaídas, penso nunca mais me recuperar.
 Aprendi a continuar procurando pelo "felizes para sempre" que sempre acreditei existir mesmo que o mundo fale que é só mais uma besteira que nos fizeram acreditar.
 Tenho minhas imperfeições, e não são poucas. Não sou algum tipo de princesa inocente presa no alto de uma torre como todos pensam. Não aceito quando vejo algo errado e fica tudo como está. Batalho silenciosamente até que as coisas estejam corretas ao meu ver.
 Levo comigo tudo aquilo que me convém, e aquilo que não me faz bem, deixo numa caixinha pelo caminho. Quando olhar para trás, poderei ver que já fez parte de minha vida e terei uma prova de que um dia foi real.
 Sempre me empolgo com uma ideia, mas logo depois acaba aquela vontade de continuar fazendo aquilo. Nunca consigo fazer com que algo dure por muito tempo. Tenho problemas? Não, tenho que aprender a crescer. Tenho que aprender a ser uma pessoa diferente e parar de esperar as mudanças dos outros.

sábado, 23 de outubro de 2010

E o futuro?

 
O futuro é algo impossível de se prever e, quando sabemos o que vai acontecer, até perde lá sua graça. Mas as decisões que fazemos no presente podem alterar o que vem pela frente. Uma ideia que você tem pode mudar a vida de milhões de pessoas, uma escolha sua pode sim alterar um país. Com erros ou acertos, de quatro em quatro anos temos que exercer essas escolhas. Ano de eleição é sempre assim: na escola, todas as matérias tem algo relacionado a política, nas ruas centenas de cartazes com nomes desconhecidos e um monte de números, na mídia... POLÍTICA! E por mais que tudo gire em torno da política e em conscientizar a população, ainda há aqueles que não querem saber, que na hora de votar vão na urna e escolhe qualquer número (tem gente que até vota em político falecido!). O que era pra ser sério, hoje é dia em banal. O que era para ser pensado como novas chances de melhorar tantas coisas, é jogado de lado e rotulado como imprestável. Não acredito que a culpa esteja somente no meio do povo. Os líderes (que em sua grande maioria só lidera o dinheiro do povo para os próprios bolsos) também tem uma grande parte de responsabilidade pelo desinteresse do povo. Qualquer dia desses, preste atenção na sua aula de história (eu sei o quanto é difícil, mas vai valer a pena) e você verá que não é de hoje que os "chefões" não tem cumprido sua parte com a sociedade e com a pátria. Eu sei que não será o próximo presidente do nosso país que irá mudar a história inteira, mas acredito que ele poderá ajudar a ter uma nova continuação. Pense antes de votar, assim como você pensa antes de tomar qualquer decisão, e lembre-se que outras vidas dependem SIM de sua decisão.


*esse texto foi criado para a tag "De quinze em quinze", do blog Depois dos Quinze

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sinceridade


- Sim, mãe, peguei a toalha... a escova de dentes... aham mãe, to levando casacos... mãe, já está tudo pronto!
Malas, passaporte, passagens, bolsa, câmera, melhor amiga... tudo pronto para passar as férias na Itália. Seria uma viagem incrível se Steve não estivesse tão estranho nas últimas semanas. Julie conhecia aquela expressão, o que ela mais temia desde que o conheceu estava prestes a acontecer.
- Calma, Ju. Não vai acontecer nada. Eu conheço ele, ele te ama muito.
Cala a sua boca, Sophie. Não, não vou ficar calma. Sim, vai acontecer sim. E mesmo que ele me ame tanto assim como você me diz, ENTÃO POR QUE ELE ESTÁ DESSE JEITO? Puxa o ar. Conte até 1000. Agora solte.
- Tudo bem, Sophie, vou tentar desencanar um pouco. Agora, dá para andar mais depressa? Até aquela 'vozinha' de bicicleta conseguiu passar a gente.
Sophie tinha acabado de tirar sua licença para matar os outros carteira de motorista e resolveu dirigir até o aeroporto com seu irmão no banco traseiro dando ordens e mais ordens. Chegando lá, Steve saltou do carro e foi logo pegar as malas de Julie.
- Aa, muito obrigada, irmãozinho, por me ajudar aqui com as minhas coisas. - disse Sophie dando um soco no braço (um pouco mais musculoso) de seu irmão.
Julie conseguiu soltar uma gargalhada por ver a cena de seu namorado e sua melhor amiga trocando amores de irmãos. Após fazerem o "check-in", Julie voltou ao banco em que estava sentada, junto de seus tesouros, esperando o aviso de que o avião iria sair quando olhou no fundo dos olhos de Steve:
- Responda com toda a sinceridade: você me ama? E não venha com 'claro que sim' ou com frases feitas, porque você sabe que não gosto disso. Não precisa de um texto melodramático feito às pressas. Preciso apenas da verdade.
Com um olhar longo e um abraço apertado, sua pergunta foi respondida com um simples "gostaria que você não fosse". A princípio, Ju não entendeu o que ele quis dizer. Ela deitou sua cabeça no ombro do dono de seu coração e ele passou a brincar com algumas mechas de seu cabelo (que agora já estava batendo em sua cintura). Naquele momento, enquanto ela sentia algumas gotas caindo em sua cabeça, ela começou a pensar em tudo o que estava acontecendo. Tin-tum, passageiros do voo 000008910246 dirijam-se para o portão 9. Mais do que nunca, a mão de Steve estava presa fortemente em sua mão. Com um demorado beijo acompanhado de lágrimas (acho que esqueci de comentar que ele era sentimental e romântico), Steve arrumou a franja de Julie e disse:
- Você sabe a resposta. Sempre soube. Estarei te esperando. Volte logo, está bem, meu amor? E você, Sophie, tome conta dela e não deixe com que ninguém olhe pra ela. Eu amo vocês duas. - virou-se para sua namorada e completou:
- Sempre amarei.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quem tem que voltar, volta.


Mesmo que por pouco tempo, ou por poucos risos. Mas quando uma pessoa é importante para nós, ela volta, cedo ou tarde, e nos encontramos numa ocasião inesperada. Trocas de olhares, sentam-se um perto do outro e depois de algum tempo, estão conversando. Sobre qualquer coisa, qualquer besteira. E a vontade de poder abraçá-la cresce a cada sorriso que forma graciosas covinhas que combinam com seus olhos  levemente puxados. Você não quer que isso acabe. Não demora muito, chega a hora de ir embora. Na despedida, lágrimas invadem seus olhos. Vai começar tudo de novo. A saudade, a preocupação. Meses depois, outro evento estará acontecendo, mais uma vez ele estará lá, lindo e perfumado. Ele voltou. Ele sempre vai voltar. Mesmo que por uma noite.