sexta-feira, 20 de agosto de 2010

At the bottom of the ocean




Tudo estava voltando a ser normal. Julie estava redescobrindo a felicidade que havia esquecido. Steve era um cara incrível, sempre a fazia rir do que fosse. Com o que ela poderia se preocupar? Com apenas um motivo: seu passado. Por incrível que pareça, toda aquela felicidade despertou lembranças enterradas em seu coração. Um dia, depois de passar algumas horas com Sophie e seu irmão mais velho, ela foi pra sua amada casa e começou a ler coisas que todos os dias lia. De uma maneira sabe-se lá como, ela conseguiu sentir algo se mexendo no coração. Era um doce menino, um pouco mais velho que Steve, e muito mais lindo. Era um amor meio "pré-adolescente" que não deu muito certo (sabe como que é, muitas fofocas, muito "ai, acho que não gosta de mim" e muitos problemas). Mas ele estava adormecido em seu coração - pode ser até por isso que houve uma época em que ela se tornou fria e calculista, sem querer saber do amor. Quando se deu conta, uma lágrima estava escorrendo por seu rosto, seguida por outras dez que por sua vez vinham antes de uma tempestade de lágrimas. Ela queria gritar por socorro, mas quem poderia ouví-la? Sophie. A única pessoa que Julie conseguiria conversar. Às vezes era bom ter uma melhor amiga.

domingo, 15 de agosto de 2010

5 pm


Era um dia ensolarado, do tipo que pessoas como Julie não suportavam. Ela estava diferente. Usava um vestido florido com uma sapatilha bege, seu cabelo (agora bem mais comprido) estava preso numa trança. Talvez as férias de verão estavam fazendo bem. Julie e Sophie, sua amiga balconista, estavam dando umas voltas no parque principal da cidadezinha do interior. Ela estava estranhamente feliz. Deitaram-se naquela grama perfeitamente verde do parque, a uns 15 metros do lago, e, como duas crianças de 6 anos, brincaram de desenhar nas nuvens. Entre risos e dores musculares na barriga, Julie foi adormecendo. Dormiu, por aproximadamente 15 minutos. Acordou com Sophie aos berros porque seu irmão acabara de voltar de uma viagem de intercâmbio da Inglaterra. Seu nome era Steve, havia completado 18 anos uma semana antes de voltar. Ele era lindo. Perfeito. Uma brisa passou e brincou com seus cabelos negros, ligeiramente ondulados. E aqueles olhos castanhos que mostravam tamanho amor por sua irmazinha e uma timidez por conhecer a amiga dela? Julie virou uma completa idiota perto dele. Ela havia se proibido de sentir algo daquele tipo, mas, e daí? Ela já estava evitando o amor há muito tempo. Já era hora de enfrentar seus medos e traumas e ter uma vida. Uma vida com uma pitada de amor e borboletas no estômago.

sábado, 24 de julho de 2010

Chuva, café e um sobretudo preto.


Era um dia chuvoso e frio naquela cidade. Um dia perfeito para ficar em casa... ou não. Julie vestiu seu jeans skinny velhinho, uma sapatilha que nunca saía de seus pés, uma camisa que ainda estava com o perfume dele, e um sobretudo preto. Sem rumo ou esperança de encontrar algum rosto conhecido, saiu pelas ruas debaixo do guarda-chuva xadrez. Seguindo por uma rua muito movimentada (mas não naquele dia) daquela cidade quase desconhecida do interior, avistou uma cafeteria inaugurada no começo do mês de junho. "Por que não?". Ela entrou naquele lugar e foi direto ao balcão, sem olhar pros lados como se procurasse alguma coisa. Uma moça simpática (simpática até demais pro gosto de Julie, mas que em breve se tornaria sua amiga) atendeu sua mais nova cliente e entregou o pedido. Capuccino médio, um prato de cookies e uma mesa só pra ela. Ela precisava disso, um momento só pra ela, sem distrações. Longe de pessoas insignificantes, longe de um mundo corrupto e cheio de hipócritas. Era ótimo como ela se sentia. Levantou-se, pagou a balconista e, com um grande sorriso (o que era uma raridade), agradeceu e prometeu voltar lá todos os finais de semana. Para muitos, seria mais uma monotonia de sua vida. Para ela, cada dia naquela cafeteria era diferente. Era o lugar onde poderia se esconder quando quisesse fugir de seus problemas. Ela passou a amar aquele lugar. Aquele lugar passou a amá-la.

terça-feira, 20 de julho de 2010

You are not alone


 Tudo começa de uma maneira que nem esperávamos. Muitas das vezes nem lembramos como começou. Mas, não importa o horário, o dia e o ano, o que importa é saber que temos alguém ao nosso lado. Alguém que, mesmo com todos os defeitos do mundo, te faz feliz. Está ao seu lado mesmo que vocês estejam morando em continentes distantes. Precisa de ajuda, mas também tem a capacidade de estender a mão quando você cai. Ninguém tem a fórmula certa para a vida, temos que aceitar o que vem e quem está nela e devemos estar dispostos a mudar de direção quando algo não está valendo a pena. Mas quando não temos mais certeza de nada, basta olharmos para o lado e ver que temos amigos de verdade conosco. A todos os meus amigos, amo vocês.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Maybe feelings, maybe thoughts


 Já perdi a conta de quantas vezes chorei por um mesmo alguém, quantas vezes desejei a uma estrela que as pessoas fossem melhores. Quantas vezes brinquei e não percebia o perigo naquilo, quantas vezes magoei alguém com medo de me magoar. Eu preciso dos meus erros para ser humana, mas não quero viver só deles. Quero viver com palavras de luz, quero não ter mais medo de perder algo ou que algo dê errado. Quero mais certezas ao invés de dúvidas, quero mais alegrias ao acabar a luta. Quero criar asas e voar para longe do sofrimento. Quero achar o que tanto procuro. Quero viver.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hello dear friend


Gostaria que você soubesse que a vida é cheia de altos e baixos, que todos sofremos e temos alegrias. Nós perdemos e ganhamos. Todos temos uma vida difícil. Você não é a única com problemas. Pare e pense. Não adianta ficar chorando porque você quebrou a unha num dia que sua chapinha não estava ligando. Existem problemas sérios, caso a little honey não saiba. Quem dera se todas as tristezas fossem só não ter achado horário na manicure que você vai desde que era uma bebezinha, ou que aquele vestidinho ultra fashion que você comprou em liquidação e iria usar com aquela sua sandália abotinada last summer na festa da sua bff está justo ou comprido pra você. Sim, quem dera fossem problemas assim que as pessoas enfrentassem. Mas não são. Chega de reclamar que sua vida está difícil, ou de ficar se lamentando enquanto o príncipe encantado não chega em seu cavalo branco e te salva da torre mais alta. Virar a revoltada bêbada littlebitch da festa não vai adiantar, não pense que uma garrafa à meia-noite vai te fazer esquecer de tudo e ser uma pessoa mais up. Estando sóbria ou não, a vida é assim. Dói, caimos e erramos. Mas nos tornamos humanos. Agora vamos crescer um pouquinho, né? Isso não faz mal a ninguém.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Timidez


Não falar
Ter medo de respirar
Ficar vermelha com um olhar
Apenas observar
Esperar

Não agir
Apenas sorrir

Alguém para conhecer
Uma vontade de desaparecer
O medo de esquecer

Um nada entre tudo
Uma criança entre adultos
Entre cegos, um mudo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

C'est la vie


A vida é assim, como um jogo. Onde somos perdedores e vencedores ao mesmo tempo, e sempre carregamos uma constante competição dentro de nós. Nunca estamos satisfeitos em estar em segundo ou terceiro lugar, queremos sempre estar no degrau mais alto do pódio. Ao longo do tabuleiro, damos passes errados, cometemos deslizes e perdemos algumas de nossas peças. Tudo isso é preciso. É necessário para aprendermos onde erramos, onde nosso adversário conseguiu achar uma fraquesa e derrubar um de nossos peões, e podemos fazer outras jogadas sabendo onde não podemos arriscar. A vida é imprevisível, sempre. As cartas estão na mesa. Uma vez que você entra na roda, não poderá mais sair. Jogando sozinho ou não, você já faz parte da partida. Cuidado com seus passes, não vacile, vai com calma. Use algumas táticas à seu favor, desde que elas sejam limpas. Sua peça vai ser a primeira a atravessar o final do tabuleiro.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sweet about me


Nem todos que me conhecem sabem como eu sou, como eu realmente sou. Por isso, resolvi listar algumas coisas, curiosidades talvez, sobre mim.

Não sou simpática. Pelo menos não do tipo que saio distribuindo sorrisos para todos que encontro na rua.
Tenho a insuportável mania de ficar balançando meu pé esquerdo e ficar "dando tchauzinho" com ele.
Me apego demais às pessoas, tipo muito.
Quero sempre poupar as pessoas de sentir dor (de qualquer tipo).
Morro de vergonha de qualquer coisinha. Mesmo.
No meu iPod você só vai encontrar músicas gringas. É quase uma raridade eu gostar de música brasileira.
Odeio amores platônicos.
Não tenho um estilo definido. Ou talvez eu tenha, e se chama Juliana.
Minha mãe é minha melhor amiga.
Gosto de reflexos na água.
Sabia desenhar muito bem, parei por uns tempos e agora saem tipo *argh*
Acho um charme meninos que falam inglês com sotaque britânico ou francês.
Para mim, sempre sou a correta, e se eu estiver errada fique quieto.
O filme de romance mais lindo que já assisti foi Wall-E.
Detesto Titanic.
Já quebrei meu braço esquerdo com 2 anos de idade e meu pé direito com 5.
Pra mim, música boa tem que trazer sentimentos nela, e não só tunts tunts tunts tunts.
Não gosto quando ficam me encarando.
Odeio quando me perguntam se uso lente ou qual é a cor do meu olho.
Se eu gosto de algo que depois vira modinha, deixo de gostar até que essa ridicularidade passe.
Gosto de vídeogame. Principalmente jogos de corrida.
Sou ciumenta, possessiva, agressiva, irônica e mais um pouco.
Choro por quase tudo.
Sou mais legal na TPM do que nos dias normais.

    terça-feira, 8 de junho de 2010

    Dentro de Mim


     Aqui, dentro de mim
    Existia um medo grande
    Uma dor sem fim

    Ando por esse mundo 
    Tentando me encontrar
    E a resposta que procurava
    Encontrei em teu olhar

    Já me decepcionei
    E isso me machucou demais
    Esse medo que me envolveu
    Não espero sentir mais

    Aqui, dentro de mim
    Também há alegrias
    Alegrias que existem
    Graças à tua lembrança dentro de mim.